O meio campista Jorge Wagner vem sendo um dos principais destaques do São Paulo neste início de temporada. No último sábado, contra o Barueri, o camisa 7 entrou no intervalo e deu nova cara para o time, participando ativamente de dois dos três gols da equipe.
A boa fase é tão grande que na última entrevista coletiva do técnico Muricy Ramalho, concedida na manhã desta terça-feira, o meio-campista foi o principal assunto.
“É um jogador dinâmico, com uma parte física excepcional e que se entrega demais. É importantíssimo para o nosso esquema de jogo, já que é muito obediente taticamente. Em meio tempo contra o Barueri ele fez o que não conseguimos no primeiro tempo todo. Isso sem falar que ele tem um custo benefício enorme, nunca se machuca e está sempre ajudando”, ressaltou o treinador em uma de suas respostas.
Para se ter idéia da regularidade de Jorge Wagner, em 2008 ele participou de 36 das 38 rodadas da equipe na campanha do hexacampeonato nacional, ficando ausente somente das duas primeiras. Além disso, foi o jogador de linha que mais atuou no ano, com 64 partidas, atrás apenas de Rogério Ceni, que fez 67 jogos.
Neste ano Jorge Wagner disputou oito partidas, marcando um gol e dando duas assistências. Os números em si já são positivos, mas Jorge Wagner acredita que eles poderiam ser ainda melhores.
“Contra o Guarani coloquei a bola na área e o defensor acabou fazendo contra, assim como foi diante do Barueri, mas o pessoal não considera como assistência. Isso sem falar no meu outro gol contra a Ponte Preta, quando o Rodrigo disse que a bola bateu nele e saiu comemorando”, diz aos risos o camisa 7 sãopaulino.
Mas nem mesmo esse momento parece empolgar o jogador. Elogiado por Muricy e por seus companheiros, Jorge Wagner diz que não tem lugar cativo no time e por isso tem que seguir trabalhando ainda mais.
“Ninguém aqui no São Paulo tem vaga garantida, exceto o Rogério, que é um ídolo e capitão do nosso time. Tenho que trabalhar cada dia mais, me dedicar cada vez mais para me manter como titular de um elenco que tem grande qualidade”, explica Jorge Wagner, que ressalta ainda a força coletiva do São Paulo.
“Não podemos depender somente de um ou dois jogadores porque assim fica mais fácil para o time adversário anular nossas jogadas. Hoje temos vários jogadores no elenco em condições de desequilibrar uma partida e isso é muito importante”, acredita o meio campista, que pode também ser considerado ala esquerdo.
“Estou bem adaptado as duas funções, tanto de meia como de ala esquerdo. Estou a disposição da comissão técnica para ajudar no que for preciso”, completa Jorge Wagner.