São Paulo F.C



São Paulo/Barueri esboça reação, mas é superado por Osasco

Tricolor vence terceiro set com bela atuação de Kenya e de Lorrayna, mas não evita derrota. Equipes se reencontrarão na semifinal, a partir do próximo sábado

Genérica 1

Por Giulia Sperandio

Num belo aperitivo para a semifinal do Campeonato Paulista Feminino de vôlei, São Paulo/Barueri e Osasco São Cristóvão Saúde fizeram uma boa partida nesta terça-feira (6), no ginásio José Corrêa, em Barueri. Com um elenco mais caro e repleto de jogadoras com experiência internacional, a equipe visitante levou a melhor, por 3 a 1 (25-20, 25-19, 21-25 e 25-13).

Com esse resultado, Osasco encerrou a fase classificatória na segunda colocação, com 11 pontos em cinco jogos. O Tricolor terminou em terceiro, com 9. O Sesi-Bauru, invicto após cinco rodadas, somou 15. São Paulo e Osasco voltam a se enfrentar no próximo sábado, a partir das 19h, novamente no José Corrêa. A segunda e última partida da série semifinal será na próxima terça-feira, às 18h45. Todos os jogos terão transmissão ao vivo pelo SporTV.

O jogo

A exemplo do que ocorrera na partida anterior, o São Paulo/Barueri começou devagar, enfrentando muitas dificuldades na recepção e nas tentativas de virar. Osasco chegou a abrir 13 pontos de vantagem (21-8), e o time de José Roberto Guimarães parecia se arrastar rumo a uma derrota acachapante na primeira parcial. Foi aí que uma inversão do sistema 5-1 feita por Zé começou a surtir efeito, muito efeito. A levantadora Kenya entrou no lugar de Kisy, e Lorrayna foi acionada, saindo Jacke.

Kenya, levantadora de 19 anos de idade e 1,85m, começou a botar fogo no jogo – marcou dois pontos em espertas viradas de segunda e ainda soube acionar Lorrayna – com um jeito meio cubano de atacar, despejando muita potência, a oposto contratada junto ao Pinheiros foi a autora de cinco pontos no primeiro set – e vibrou muito com cada um deles. Diana teve uma belíssima sequência de saques, que começou com o placar apontando 14-23 e só foi terminar em 19-23. Com muito custo, Osasco conseguiu fechar a parcial, evitando o que seria uma linda virada tricolor.

No segundo set, esperava-se o São Paulo com aquela mesma energia da segunda metade da primeira parcial. No entanto, muito errático e com sérias dificuldades para acionar suas centrais, o time da casa viu o adversário abrir 6 a 0. Zé Roberto tentou de tudo – acionou Dani Seibt. A promissora e jovem central, com longa passagem por seleções de base, não entrou mal, mas o pesado ataque de Osasco predominou: 2 a 0 para as vice-campeãs paulistas.

Iniciando a parcial seguinte com maior concentração, o São Paulo viveu seus melhores momentos. Com Lorrayna conduzindo as Chiquititas – a oposto terminou o jogo com 19 pontos – o time de Zé Roberto mostrou que pode impor muitas dificuldades ao adversário na semifinal, caso capriche em todos os fundamentos. Karina, meio apagada nos dois primeiros sets, voltou a mostrar seu vôlei de muita técnica, tanto no passe como no ataque, e também brilhou, assim como Kenya, que anotou quatro pontos: dois em viradas de segunda, uma com ataque e outra com belo bloqueio. No final do set, 25 a 21 e a esperança de levar a partida ao tie-break.

O quarto set foi bastante equilibrado até o 9 a 9. Foi quando o São Paulo, inoperante nas jogadas pelo meio, facilitou demais a marcação do Osasco nas pontas. Desperdiçando algumas chances de botar a bola no chão, o Tricolor parece ter se abatido, abrindo caminho para a vitória mais fácil de Osasco, comparando-se as parciais: 25 a 13.

“Foi um jogo bem complicado. Faltaram detalhes pra gente. Precisávamos direcionar o saque mais para onde o Zé Roberto indicava. Agora vamos nos preparar para a semifinal, que será contra Osasco novamente. Vamos treinar e estudar bem para podermos fazer dois jogos bem melhores do que este e ir para a final, se Deus quiser”, afirmou Lorrayna, que se inspira em Sheilla.