São Paulo F.C



Hudson: "Crescemos no momento certo para brigar pelo título"

Volante, que completou cinco anos de clube, revelou expectativas para a decisão do Campeonato Paulista

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Por Rubens Chiri / saopaulofc.net

Segundo atleta do elenco que mais defendeu o clube, com 179 jogos - atrás apenas de Hernanes (243) -, Hudson completou cinco anos de Tricolor nesta semana e agora vive a expectativa de disputar a primeira final pela equipe.

Aos 31 anos de idade, o volante é um dos líderes do grupo e não esconde a ansiedade para a decisão do Campeonato Paulista: diante do Corinthians, nos próximos dois domingos (14 e 21), em clássicos que serão disputados no Morumbi e no estádio do adversário.

Na entrevista, o meio-campista revelou as expectativas para o Majestoso, destacou a preparação do time e recordou momentos marcantes nesta trajetória no Tricolor.

Hudson chegou ao São Paulo em 2014, após se destacar no Campeonato Paulista pelo Botafogo, e trabalhou com grandes ídolos do clube que deram mais bagagem e experiência, como Rogério Ceni, Kaká e Muricy Ramalho.

Confira abaixo o bate-papo com Hudson:

CINCO ANOS DE CLUBE EM SEMANA DE DECISÃO

- Completar cinco anos de clube, coincidentemente com a minha primeira decisão de campeonato pelo São Paulo, é a realização de um sonho que eu buscava desde a minha chegada. E culminou logo neste momento especial. Demorou mais do que eu esperava, mas é uma final importante e a nossa equipe cresceu no momento certo, com uma resposta positiva. Esperamos fazer dois bons jogos para buscar o título.

A IDENTIDADE COM O TRICOLOR TE MOVE NESTE MOMENTO?

- Tenho quase 200 jogos pelo São Paulo, uma marca significativa na minha carreira. E esta atmosfera de final contra um rival me motiva bastante. A torcida abraçou o nosso time novamente e tenho certeza de que fará uma grande festa, no Morumbi, para empurrar a equipe. O estádio estará lotado, e que a gente possa aproveitar este momento especial para desenvolver o nosso futebol. Quero ajudar os meus companheiros e dar alegria ao nosso torcedor, que merece muito.

MUDA ALGO NA ROTINA DE PREPARAÇÃO PARA A FINAL?

- Procuro me concentrar bastante em jogos decisivos. Desde o primeiro dia da semana já fico mais perto dos meus familiares e pessoas que estão sempre ao meu lado, porque esta energia positiva me motiva bastante. São pessoas que me dão forças, e isso é importante em momentos assim.

APOIO DO TORCEDOR

- O apoio do torcedor é essencial em momentos como este, porque o futebol é movido por confiança. E isso vem da energia positiva que a torcida transmite ao jogador. Temos recebidos inúmeras mensagens de apoio, confiança e motivação. E isso nos deixa cada vez melhor para buscarmos uma grande performance no domingo. O incentivo do torcedor é imprescindível para um clube da grandeza do São Paulo.

SEMANA DE TRABALHO PARA O CLÁSSICO

- A nossa preparação tem sido produtiva. O Cuca implementou o trabalho dele, as ideias e o plano de jogo. Ele tem experiência e passa confiança ao grupo, que assimilou isso para chegar o mais perto possível da perfeição no jogo. É uma semana de ansiedade, mas de trabalho e concentração.

MOMENTO DA EQUIPE

- Superamos a eliminação na Libertadores, e agora temos uma nova identidade. Estamos na final e passamos por grandes adversários, como Ituano e Palmeiras fizeram campanhas melhores na primeira fase. Crescemos no momento certo, contamos com o apoio da torcida e vamos melhorar ainda mais para buscar o título. O elenco quer dar uma resposta positiva e, assim, retribuir o incentivo do torcedor.

O QUE MUDOU DE 2014 PARA CÁ?

- Eu me considerava um menino cinco anos atrás, principalmente porque acabava de chegar em um grande clube e tinha muitos sonhos. E realizei alguns no São Paulo. Aprendi muito, amadureci e convivi com grandes profissionais, como o Rogério Ceni. Aprendi com ele diariamente e muita coisa mudou de lá para cá. Fico feliz com esta caminhada, que foi longa, mas ainda terá muitos degraus para subir.

COM QUEM MAIS APRENDEU NESTE PERÍODO DE CLUBE?

- Com o Rogério, por tudo que ele significa para o São Paulo. Mas o Kaká também foi importante, em 2014, quando ficamos com o vice-campeonato brasileiro. Aquele elenco tinha Luis Fabiano, Paulo Henrique Ganso, Souza, Alan Kardec, Alvaro Pereira e diversos jogadores experientes. Trabalhei com treinadores estrangeiros também, como Osorio e Bauza, e isso agregou bastante na minha carreira. Sempre observei muito, mas quero aprender ainda mais para conquistar títulos.

RENOVAÇÃO DE CONTRATO ATÉ 31/12/2021

- Estou feliz com a renovação, porque me sinto em casa no São Paulo. E este desejo de vencer aqui me move todos os dias. Trabalhei bastante para chegar até aqui, mas quero títulos. As vitórias têm que ser rotineiras, porque o São Paulo tem que brigar pelas primeiras colocações sempre.

JOGO RÁPIDO

Um ídolo no futebol: Kaká. Confesso que trabalhar com ele me fez mudar muitas coisas, como a forma de treinar e lidar com os companheiros, sempre com humildade e serenidade. Ele é uma grande pessoa dentro e fora de campo, um cara importante no futebol.

Jogo inesquecível: Contra o Emelec (4 x 2) pela Sul-Americana, no Morumbi, quando marquei o meu primeiro gol pelo São Paulo. Não dá para esquecer. Coincidentemente, joguei na lateral direita naquele jogo.

Amigo no futebol: Alexandre Pato. Foi muito bom reencontrá-lo. Sempre mantivemos contato mesmo no período em que ele esteve longe, e tenho certeza de que a volta dele vai agregar muito ao São Paulo. O Pato é um grande jogador e gosta muito do clube.

Ídolo fora do futebol: Gosto de futebol americano, e o Tom Brady é um esportista de grande valor. Ele já conquistou muitas coisas e, mesmo assim, mantém o foco para vencer ainda mais.

Um jogador do elenco: Hernanes, o nosso Profeta. No início da temporada, quando soubemos da volta dele, fiz questão de parabenizar a diretoria pela contratação, porque precisávamos da experiencia dele. É um ídolo para a torcida e agrega no dia a dia.