São Paulo F.C



Apresentado, Luiz Cunha inicia trajetória no futebol profissional

Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva promoveu alteração na diretoria do futebol profissional

Diretor adjunto do futebol profissional de 2005 a 2008 e com uma gestão vitoriosa enquanto esteve na diretoria de futebol amador, Luiz Antonio da Cunha foi apresentado nesta segunda-feira (21) como novo diretor do futebol profissional do Tricolor. O dirigente, que sucederá Rubens Moreno, recebeu as boas-vindas do Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva durante coletiva de imprensa no Centro de Treinamento da Barra Funda. Com a transição da base para a equipe principal, Cunha abriu espaço para que Marco Francisco de Almeida assumisse o departamento.

“Na nova estruturação (Ataíde) deixou a diretoria de futebol para alguém que também integrava o futebol: Luiz Antonio da Cunha, que era diretor de futebol da base. Dispensa comentários a sua conduta sempre correta, competente, dedicada e vencedora. Extraímos de dentro do futebol do São Paulo a figura para dirigir o futebol profissional do São Paulo. Na base, a saída do Luiz Antônio da Cunha abriu espaço para alguém assumir a função. Será o Marco Francisco de Almeida, que já tem relacionamento e chefiou a nossa delegação Sub-20 na Libertadores da América. Está afinado com o futebol e essa administração do São Paulo”, explicou Leco.

Formado em três faculdades, direito, administrador de empresas e ciências contábeis, Luiz Cunha se tornou sócio do clube pela primeira vez em 1979. Foi morar no Rio de Janeiro por alguns anos, comprando novo título em 1985. Amante do futebol, se arriscou a jogar bola apenas na várzea e nunca escondeu o seu amor pelo São Paulo. “Sou uma pessoa simples, de família humilde, que tem característica de amar o São Paulo e o futebol. Estou aqui atendendo um chamado de um amigo e do clube”, afirmou o novo diretor, que acrescentou.

“Não me vejo fora do futebol. Estamos em transição: saindo do amadorismo e indo para o profissionalismo. Ainda em um ambiente confuso. A direção do futebol é da diretoria, e a gestão passando aos profissionais. Na base temos o Rodolfo Canavesi, profissional de qualidade, e no profissional o Gustavo. Estamos bem servidos de profissionais. Com entrosamento, podemos fazer um bom trabalho. Sou um torcedor, mas mais informado e querendo atender o que o torcedor espera. Faremos o possível para dar felicidade aos torcedores. Sou tranquilo e decisivo. Tomo as decisões que o momento requer”, completou.

Outra novidade é a mudança de Ataíde Gil Guerreiro, que foi nomeado diretor de relações institucionais para estreitar as relações com clubes, federações e confederações. A função não é novidade para ele, que já foi representante do clube na Federação Paulista de Futebol. O clube, assim, volta a ganhar uma voz respeitada nos mais diversos níveis para fazer a interlocução com as entidades que regem o futebol.

“O Ataíde era o nosso vice-presidente de futebol e, em razão da sua performance e atitude, nem sempre bem compreendida, foi vítima de diversas injustiças e comentários que não correspondem à sua conduta como dirigente do São Paulo e figura humana. Conheço há muito tempo e o aprecio. Ele nos aconselhou a sair da vice-presidência, conversamos, e não vai sair do São Paulo. Ele continuará como diretor de relações institucionais, função que já exerceu antes com maestria. Será interlocutor do São Paulo com todas instituições: Fifa, CBF, Federação Paulista. Ele deixou de ser vice de futebol mas segue como diretor de relações institucionais. Abaixo dele, destaco o Rubens Moreno, que era o diretor de futebol. Exemplar, dedicado e competente”, avaliou o presidente são-paulino.

“Saio do futebol desejando que as coisas melhorem e vão melhorar. Estamos em planificação final. Com uma ou duas vitórias, teremos mais tranquilidade. Tenho certeza que chegaremos as finais do Paulista e vamos classificar na Libertadores. Agora, nessa divisão de função, ficou combinado que terei chance de fazer isso no contato com os clubes, federações e na disputa dos nossos direitos diante da exploração do futebol. A saída tranquila não aconteceu e ficou parecendo que era uma saída traumática, mas não foi. Foi uma conversa entre amigos, que querem o melhor do São Paulo”, disse Ataíde.