São Paulo F.C



Símbolo de técnica e raça, Darío Pereyra aposta no Tricolor

Ex-zagueiro relembra título contra a Portuguesa, elogia Ney Franco e toque de bola da equipe

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Por Arquivo Histórico do São Paulo FC

Um zagueiro de muita raça e técnica refinada. O uruguaio Darío Pereyra é considerado um dos maiores ídolos da história do São Paulo. Foram mais de dez anos no clube com diversos títulos. Um deles justamente diante da Portuguesa, adversária da noite deste sábado, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.

As equipes disputaram a final do Campeonato Paulista de 1985. Na oportunidade, Darío Pereyra foi um dos destaques no primeiro jogo, vencido por 3 a 1 pelo São Paulo. Além do habitual poder defensivo, o zagueiro deixou sua marca e colaborou com o triunfo tricolor.

Já no jogo da volta, também no Morumbi, o Tricolor consolidou o título estadual com uma vitória por 2 a 1. Darío lembra daquela equipe com orgulho e acredita que a equipe de Ney Franco esteja no mesmo caminho. Mas, para isso, precisa de tempo e sequência para igualar o passado.

"Tinha jogadores de muita qualidade naquele time, uma equipe muito técnica. O Ney Franco chegou há pouco tempo no clube e estou gostando do trabalho. A tendência é melhorar a cada dia. Vejo uma equipe com boa posse de bola, que pode repetir aquele time em que joguei", disse o uruguaio.

Na véspera do confronto contra a Portuguesa, Darío Pereyra conversou com o Site Oficial e lembrou da época de jogador, do carinho que tem pelo São Paulo e opinou sobre a equipe atual. Grande campeão, o ex-zagueiro acredita que o Tricolor está diretamente na briga por uma vaga do G4 do Brasileiro.

Confira o bate-papo:

  • Em 1985, você fez gol na final contra a Portuguesa. Fale um pouco daquela conquista.

Foi um título muito importante para nós. Tínhamos uma equipe muito boa, com 14, 15 jogadores que poderiam ser titulares. Era um time muito técnico, com um ataque forte, de jogadores habilidosos. E também tinha a gente lá atrás. A Portuguesa era difícil, mas conseguimos vencer.

  • Até hoje você é considerado um grande ídolo do clube. Qual a sensação?

É um orgulho. Eu vim para o Brasil por causa do São Paulo. Foram mais de 10 anos no clube e sou muito grato a isso. É motivo de orgulho ser lembrado até hoje. Pude contribuir com títulos e hoje o São Paulo é muito grande e vitorioso. Sou sócio do clube e sigo acompanhando.

  • Rogério Ceni, Luis Fabiano e Lucas são os ídolos desta nova geração. Qual sua visão sobre eles?

São grandes jogadores. O Rogério Ceni é um símbolo. São 20 anos no clube e hoje em dia você não vê mais isso. O Lucas também é um jogador excepcional, uma revelação. E o Luis voltou e tem tudo para ser um grande destaque também. É um artilheiro nato. É que na minha época os jogadores ficavam mais nos clubes.

  • Como você vê a atual fase da equipe?

Eu acredito que seja possível sim brigar por uma vaga no G4 do Brasileiro. O Ney Franco chegou há pouco tempo e estou gostando do time. Está trabalhando bem a bola, vejo um progresso. Agora é acertar os detalhes, pois falta muita coisa ainda no Brasileiro. Dá para brigar sim.

  • Então, o toque de bola é um diferencial dessa equipe?

Assisti ao jogo contra o Internacional e gostei bastante, apesar do empate. Muito toque de bola, com passagem dos laterais. Até falei no dia que lembrava um pouco o time em que joguei. A diferença é que tinha mais tempo de trabalho, mas a tendência é melhorar cada dia mais. Precisa de uma sequência.