São Paulo F.C



'Conjunto da Obra'

Aplaudido de pé, Rogério Ceni recebeu uma homenagem do prêmio Bola de Prata nesta segunda-feira (7)

Bola de Prata - 2015

Por Alexandre Battibugli / Placar

Maior goleiro-artilheiro da história do futebol, multicampeão e um dos maiores ídolos da torcida tricolor, o capitão Rogério Ceni, ídolo eterno do São Paulo, recebeu uma homenagem do prêmio Bola de Prata nesta segunda-feira (7), que premiou os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro de 2015. Das mãos do técnico Muricy Ramalho, o M1TO recebeu o prêmio 'Conjunto da Obra' durante premiação do Bola de Prata. Aplaudido de pé por todos os presentes no evento, o camisa 01 agradeceu a honraria.

"Gostaria de agradecer todos os presentes. E ao Muricy, que me deu a primeira oportunidade de cobrar faltas. Sou eternamente agradecido, porque isto se transformou em uma grande história. Também gostaria de parabenizar os vencedores do prêmio, porque todos sabem que o sonho de toda criança que deseja ser jogador de futebol é este reconhecimento", afirmou.

Vencedor do prêmio em 2000, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008, além de uma Bola de Ouro em 2008, Rogério também falou sobre a sua despedida dos gramados. Atleta do Tricolor desde 1990, o goleiro celebrará os seus 25 anos de carreira na próxima sexta-feira (11), no Morumbi, quando reunirá os campeões mundiais de 1992, 1993 e 2005 para o jogo dos sonhos, que certamente ficará marcado na história do clube e de cada são-paulino.

"Desde que subi para o profissional, são 23 anos no mesmo quarto da concentração do CT. E posso dizer que me sinto realizado, porque mesmo após os 40 anos consegui defender um clube com a grandeza do São Paulo e que me proporcionou uma história fantástica. Vejo com muita alegria tudo que vivi no futebol. Tudo o que eu fiz, sempre foi com muita alegria", afirmou o capitão, que completou.

"Foram títulos, vitórias e derrotas, mas tenho a certeza de que fiz o meu melhor como atleta profissional e sempre defendi o São Paulo. Por isso, encerro a minha carreira com alegria por tudo que pude viver. Isso é incondicional, porque sempre serei são-paulino. Seja onde for, da minha casa, no estádio...sempre serei são-paulino", finalizou um dos maiores ídolos da torcida tricolor, que foi elogiado pelo técnico Muricy Ramalho.

O comandante, que estará no Morumbi na próxima sexta-feira (11) para dirigir a constelação de craques de 1992 e 1993, representando o Mestre Telê Santana, recordou o início de trajetória do goleiro artilheiro. "O único que treinava faltas no treino era o Rogério. E, naquela época, nossa equipe estava há muito tempo sem marcar gols de bola parada. Então dei uma oportunidade, e ele soube aproveitar. Mas teve dirigente que quase caiu da cadeira quando soube na preleção que o Rogério cobraria as faltas (risos)", relembrou o treinador, que emendou.

"O Rogério sempre foi diferente. Mesmo naquela época, antes de ganhar tudo. Ele escolheu este caminho e, mesmo depois dos 40 anos de idade, sempre treinava com muito profissionalismo. E deu no que deu, né? Ele teve coragem e escreveu o seu nome na história do futebol", finalizou Muricy, que entregou a honraria ao eterno camisa 01 do São Paulo.