São Paulo F.C



O São Paulo nos Jogos Olímpicos de 1956

A família Jofre representou o Tricolor na Olimpíada de Melbourne

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Por Arquivo Histórico do São Paulo FC - Éder Jofre, e seu pai/treinador, Aristides Jofre, comemoram uma vitória

Os Jogos Olímpicos de Verão de 1956, os jogos da XVI Olimpíada, consagrou de vez o nome de Adhemar Ferreira da Silva para a posteridade! O atleta foi o único brasileiro a conquistar uma medalha naquela edição do evento, e, mais uma vez, um prêmio dourado. Adhemar Ferreira, contudo, não era mais atleta do Tricolor nessa época. Desde o final de 1955, ele defendia o Club de Regatas Vasco da Gama.

Realizado em Melbourne, na Austrália, o evento de 1956 foi o primeiro realizado no hemisfério sul e ocorreu entre 22 de novembro e 8 de dezembro daquele ano, contando com, ao todo, com 19 modalidades esportivas que consagraram União Soviética (37 ouros, 29 pratas, 32 bronzes, total de 98 medalhas), Estados Unidos (32 ouros, 25 pratas, 17 bronzes, total de 74 medalhas) e Austrália (13 ouros, 8 pratas, 14 bronzes, total de 35 medalhas) como os principais vencedores.

A delegação brasileira, composta por só 48 atletas (47 homens e uma única mulher: Mary Dalva Proença, nos saltos ornamentais) em 12 esportes. Com o reduzido número de participantes da comitiva nacional, o Tricolor também não conseguiu emplacar muitos nomes na disputa. O único atleta são-paulino do cortejo foi o pugilista e futuro bicampeão do mundo Éder Jofre. O técnico – e pai – de Éder, o senhor Aristides Jofre, também do São Paulo FC, acompanhou o pupilo na Austrália, contudo.

Um grupo reduzido, é verdade, mas que poderia ter se saído muito melhor não fosse os mandos e desmandos da CBD – Confederação Brasileira de Desportos – que acabou interferindo nos treinamentos do são-paulino Eder e causando um problema que ele não pôde superar, quando era o favorito à conquista do ouro na categoria peso galo – até então, Éder nunca havia perdido.

 

ÉDER JOFRE

Éder Jofre
São Paulo, 26 de março de 1936

Crescendo em meio a uma família de boxeadores, Éder Jofre não escapou ao destino e, em verdade, o sobrepujou. Em 1952, o futuro campeão do mundo dos pesos galos e pesos penas chegou à Melbourne como favorito. Até então, como amador, detinha um cartel perfeito: invicto. A confiança dos dirigentes na vitória de Éder era tanta que, após a vitória sobre Thein Myint, no primeiro combate olímpico, e apesar do repúdio de seu pai e treinador, Aristides Jofre, arranjaram para o pugilista brasileiro um “sparring” duas categorias acima do peso em que competia, como mero treinamento para mantê-lo nas melhores condições.

Resultado? Éder Jofre enfrentou o chileno Cláudio Barrientos, nas quartas de final do torneio olímpico, com um ferimento no nariz que o impedia de respirar direito. Sem ter conseguido chegar à semifinal, que lhe garantiria o Bronze, Éder igualou o desempenho de seu tio, Ralph Zumbano, em 1948, e o de Lucio Grottone, em 1952. Todos atletas do Tricolor.

Como consolo a Eder – e a todos os são-paulinos – existe o fato de que o pugilista, quando enfrentou o algoz olímpico, Barrientos, como profissional, em 1960, nocauteou o rival e o fez cair ao chão em oito oportunidades na luta realizada no Ginásio do Ibirapuera, pouco antes de se tornar campeão do mundo pela primeira vez.

Participação nos Jogos Olímpicos

Boxe: Peso galo (18 participantes)

26/11/1956 – Oitavas de final.

Éder Jofre (BRA) x Thein Myint (MYA)
Vitória de Éder Jofre nos pontos

28/11/1956 – Quartas de final

Éder Jofre (BRA) x Cláudio Barrientos (CHL)
Vitória do chileno Barrientos nos pontos

Éder Jofre não conseguiu se classificar para as semifinais.

Medalhistas:

Ouro: Wolfgang Behrendt (ALE)
Prata: Song Sun-Cheon (COR)
Bronze: Freddie Gilroy (IRL) e Claudio Barrientos (CHL)

 

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