São Paulo F.C



Piris: A exemplo de ídolos do passado

A chegada de Piris lembra dois grandes jogadores de outrora.

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Por Arquivo Histórico SPFC - Faustino, Cecílio Martinez, Benê, Pagão e Sabino, o ataque que massacrou o Santos, em 1963.

O lateral direito Iván Piris chega ao São Paulo com passagem pela seleção do Paraguai e com status de grande jogador, trazendo consigo a lembrança de dois outros ídolos portenhos que fizeram sucesso no Tricolor.

O primeiro deles, Rubén Barrios, era um ponta-direita de extrema qualidade. Veio do Boca Juniors em 1944 e por aqui ficou até 1947, consagrando-se bicampeão paulista, fazendo parte do esquadrão que conquistou o único título invicto da história do São Paulo (1946).

Barrios, que formou linha ofensiva com Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha, atuou por 99 vezes com a camisa são-paulina e marcou 40 gols, média excepcional para um jogador daquela posição.

Outro nome que salta à mente em se tratando de paraguaios vitoriosos no Tricolor é o de Cecílio Martinez. Por vezes ponta-direita, por vezes meia direita, Cecílio Martinez chegou ao Morumbi em tempos de vacas magras, com o estádio em construção, mas ainda assim proporcionou partidas inesquecíveis aos torcedores.

Como quando o São Paulo pôs o Santos de Pelé a fugir do campo, em 1963. O "Garrincha Paraguaio", como era chamado, esteve presente na linha de frente do Tricolor no famoso jogo "São Paulo 4x1 Santos", no qual Pelé e Coutinho foram expulsos  e Aparecido, Pepe e Dorval simularam contusão a fim de evitar um massacre ainda maior.

Não eram permitidas substituições naquela época. Assim, ficando com menos jogadores que o mínimo exigido pelas normas do jogo, o Santos deixou o campo melindrado e sob vaias. Cecílio Martinez não fez gol nessa partida, mas sua foto carregando Dorval para fora de campo ficou para a história. A passagem de Martinez pelo São Paulo resultou em 45 jogos e 17 gols.