São Paulo F.C



Tricolor x Rosario: capítulo épico em 2004

Diante dos argentinos, São Paulo protagonizou um dos confrontos mais emocionantes na América

Ao conhecer o adversário do Tricolor na primeira fase da Sul-Americana de 2018 - durante o sorteio na CONMEBOL na última quinta-feira (20) -, o torcedor são-paulino voltou no tempo e recordou de um dos confrontos mais emocionantes do clube na América: diante do Rosario Central, em 2004, pelas oitavas de final da Libertadores.

>SUL-AMERICANA 2018

Quem esteve no Morumbi ou acompanhou a partida pela televisão ou rádio na noite do dia 13 de maio daquele, não esquece: foi épico! No duelo entre os goleiros Rogério Ceni e Gaona, o M1TO levou a melhor e classificou o São Paulo para a próxima fase do torneio continental em disputa de pênaltis marcante.

O confronto por uma vaga nas quartas de final começou na Argentina. Em casa, os anfitriões venceram por 1 a 0 e levaram a vantagem pelo empate para o jogo de volta. Com grande público no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, que deu à partida um clima de decisão com 59 mil torcedores nas arquibancadas, o Tricolor partiu em busca da heroica classificação.

Para encarar o Rosario, a equipe do técnico Cuca atuou com Rogério Ceni; Cicinho, Fabão, Rodrigo e Gustavo Nery; Alexandre (Grafite), Ramalho, Danilo e Marquinhos (Gabriel); Vélber (Souza) e Luís Fabiano. Já os visitantes foram escalados por Miguel Angel Russo com Gaona; Ferrari, Raldes, Talamonti e Emiliano Papa; Messera (Moreira), Acuña, Gustavo Schelotto (Carbonari) e Irace; Belloso (González) e Herrera.

A disputa ficou ainda mais dramática para os brasileiros logo aos seis minutos: Herrera balançou as redes e abriu o placar. Os argentinos pareciam levar a vantagem para o intervalo, mas aos 46 minutos o centroavante Grafite apareceu para deixar tudo igual já nos acréscimos do primeiro tempo. O gol do atacante contagiou a torcida, que explodiu em festa no Morumbi e tratou de empurrar o time na segunda etapa.

E foi assim, com espírito aguerrido, que o São Paulo anotou o segundo gol aos 31 minutos do segundo tempo: novamente ele, Grafite! Com o placar agregado empatado em 2 a 2, a decisão pela permanência na Libertadores da América foi para as penalidades máximas.

O lateral-direito Cicinho bateu o primeiro e parou nas mãos de Gaona. Na sequência, Grafite, Luís Fabiano e Fabão converteram as cobranças e deixaram a decisão para Rogério Ceni. Como os visitantes tinham marcados os quatro gols (4 x 3), o camisa 01 precisava balançar as redes e, depois, impedir que os argentinos convertessem.

Com categoria, o M1TO bateu Gaona e empatou o confronto: 4 a 4. Então, os arqueiros ficaram frente a frente mais uma vez: desta vez, com o goleiro rival na marca da cal. Se fizesse, classificaria a sua equipe e eliminaria o Tricolor. Porém, do outro lado, estava Rogério Ceni! O capitão são-paulino defendeu a cobrança e levou disputa para as cobranças alternadas. Gabriel converteu para o time brasileiro, e Irace teve o seu chute defendido pelo goleiro tricolor! 5 a 4 para o São Paulo e muita festa no Morumbi!

Após passar pelo Rosário, o Tricolor enfrentou Deportivo Táchira-EQU e Once Caldas-COL na sequência da competição continental. Além dos embates em 2004, brasileiros e argentinos ficaram frente a frente em outras três oportunidades: em amistoso internacional, em 1945 (empate sem gols, no Pacaembu), e pela Mercosul de 2000 (1 x 0 para o São Paulo, no Morumbi, e 2 x 1 para o adversário, no Estádio Gigante de Arroyito).

Em 2018, os clubes têm um novo compromisso pela frente. Campeão em 2012, o Tricolor busca o bicampeonato da Sul-Americana. Vale destacar que a equipe vitoriosa garantirá uma vaga na Libertadores da América de 2019 e disputará a Copa Suruga de 2019, diante do vencedor japonês, além de encarar o campeão da Libertadores deste ano na Recopa Sul-Americana do próximo ano.