São Paulo F.C



Michel Bastos está liberado para defender a equipe

Julgado pelo STJD, meio-campista foi suspenso por apenas um jogo – já cumprido – e não será problema para os próximos jogos

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Por Rubens Chiri/saopaulofc.net

O polivalente Michel Bastos não será problema para os próximos jogos do Tricolor. Julgado na tarde desta quarta-feira (10) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o camisa 7 foi punido com um jogo de suspensão pela expulsão diante do Figueirense (1 x 1), no dia 31 de agosto, no Estádio Orlando Scarpelli.

Como já cumpriu a suspensão automática na rodada posterior a expulsão, na vitória sobre o Sport, por 2 a 0, no Morumbi, o jogador está livre para reforçar o São Paulo na próxima rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, contra o Cruzeiro, no final de semana. Vale lembrar que o atleta já poderia atuar diante do Botafogo, nesta noite, pois o resultado do julgamento só valeria a partir do dia seguinte (quinta).

A decisão foi por maioria dos votos da Terceira Comissão Disciplinar. Para tentar absolver Michel Bastos, o advogado Roberto Armelin afirmou que o armador não teve qualquer intenção de atingir o adversário, no lance que já ocorreu nos instantes finais da partida em Santa Catarina, aos 42 minutos do segundo tempo.

"Na mecânica da queda seu pé direito atinge o peito do adversário, em seguida olhando para o outro lado a ponta da chuteira atinge o rosto do adversário. Longe do movimento ser um chute no rosto. O atleta não teve nenhuma intenção ou dolo em atingir o adversário. Não configura tentativa ou risco de causar lesão", ponderou Armelin, que acrescentou.

"Não foi o árbitro que olhava o lance, foi o quatro árbitro que estava longe.  A defesa pede a absolvição do atleta por não se configurar a infração descrita na denúncia e pede a desclassificação para o artigo 250, por entender hostilidade", completou.

Dessa forma, sem visualizar agressão, o relator do processo, auditor Gustavo Teixeira votou para absolver Michel Bastos. Já o auditor Francisco Pessanha divergiu e votou para desclassificar a denúncia para ato hostil e aplicar um jogo de suspensão. O voto divergente foi acompanhado pelos auditores Luiz Felipe Procópio, Ivaney Cayres e pelo presidente Fabrício Dazzi.