São Paulo F.C



Estreia do M1TO completa 20 anos

Contra o Tenerife-ESP, em 1993, Rogério Ceni defendia o Tricolor pela primeira vez

Esta terça-feira, 25 de junho, é especial para o goleiro Rogério Ceni. Há exatos 20 anos, o M1TO estreava pelo Tricolor, na goleada sobre o Tenerife-ESP, por 4 a 1, e iniciava a sua trajetória na equipe são-paulina. No Troféu Santiago de Compostela, na Espanha, o capitão tricolor vestiu a camisa do clube pela primeira vez e, logo de cara, já mostrou o seu cartão de visitas.

"Lembro de muita coisa desse dia, porque foi o meu primeiro jogo. Não sabia que iria jogar e fui pego de surpresa, porque a escalação foi definida uma hora e meia antes do jogo. Fiquei um pouco nervoso e ansioso, mas tudo correu bem. Nós saímos perdendo para o Tenerife, mas conseguimos virar para 2 a 1. Depois, eles tiveram um pênalti (cobrado por  Dertycia) e eu defendi. Foi um momento importante da minha carreira, que me ajudou e pôde coroar o nosso título. Sem dúvida foi marcante e guardo na memória com riqueza de detalhes", recordou o camisa 01, que de lá para cá disputou 1077 jogos e balançou as redes 111 vezes.

No triunfo sobre a equipe espanhola, os quatro gols foram marcados pelo também estreante do dia, o atacante Guilherme, que ao lado de Rogério Ceni foi um dos destaques na goleada são-paulina. Após eliminar o Tenerife na semifinal, o Tricolor encarou o River Plate-ARG, na decisão, e novamente o arqueiro do São Paulo brilhou. Após empate, em 2 a 2, no tempo regulamentar, a final foi para os pênaltis. O goleiro defendeu a cobrança de Corti e garantiu a vitória da equipe brasileira, por 4 a 3.

"Na época, o Zetti estava na Seleção Brasileira e surgiu a oportunidade de estrear. Quando viajei para a disputa do torneio, eu esperava ficar no banco, mas na preleção fui informado que iria para o jogo. Fiquei muito contente e ansioso, porque tinha apenas 20 anos de idade e iria defender o São Paulo pela primeira vez. Quando defendi o pênalti contra o Tenerife ganhei mais confiança e daí em diante fui me firmando. Na final contra o River, consegui pegar mais um pênalti e fomos campeões. Estrear, pegar duas cobranças seguidas e ganhar um torneio internacional foi muito importante pra mim", revela Ceni.

Agora, 20 anos depois, e com dezenas de títulos no currículo, como a Libertadores da América e Mundial, em 2005, o capitão são-paulino afirma que enxerga o futebol de maneira diferente. No entanto, mantém a mesma ansiedade e vontade de defender o gol tricolor como fez logo no início da carreira.

"É um pouco diferente. Hoje, depois de mais de mil jogos, eu vejo que algumas coisas mudaram. Naquela época, eu era um menino e tinha a grande oportunidade da minha vida. Mas me entrego e dou o meu melhor como fazia no começo. Com o tempo aprendi a administrar, entender e curtir mais o jogo. A minha visão da partida e forma de interpretar determinadas situações de jogo mudaram, mas a minha entrega pelo São Paulo sempre será a mesma", finalizou.