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Com amigos, resenha e homenagem, Aloísio se despede do futebol

Em Atalaia, ex-camisa 14 reuniu campeões mundiais pelo Tricolor em partida comemorativa

Aloísio Chulapa, aos 42 anos, se despediu oficialmente dos gramados da maneira que sempre sonhou: em Atalaia-AL, sua terra natal e maior paixão, cercado de amigos de infância e companheiros de carreira, bem como contagiado pelo carinho de todo o povo de sua cidade.

Conhecido por seu carisma e simpatia, o agora ex-atacante recebeu o carinho de diversos companheiros de São Paulo, onde ganhou os brasileiros de 2006, 2007 e 2008 e ainda deu a assistência para o gol de Mineiro na final do Mundial Interclubes contra o Liverpool, em 2005. Nomes como Rogério Ceni, Lugano, Josué, Fabão, Leandro, Richarlyson e Amoroso marcaram presença, além de Marta, amiga pessoal do jogador e cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo. Jadilson, Carlos Alberto e Alex Dias, também com passagem pelo Tricolor foram outros a prestigiar a festa.

"Eu estar aqui, fazendo minha despedida perto dos amigos, da família, relembrando essa história bonita... ter sido campeão mundial pelo time que eu torci desde criança, ter todos esses ídolos aqui hoje, para mim é um orgulho muito grande", disse Aloísio após o jogo.

Sempre associado ao bom humor, Chulapa recebeu diversas demonstrações de carinho dos presentes na arquibancada e também dos ex-companheiros, que foram só elogios e por diversas vezes arrancaram lágrimas do companheiro.

"Primeiro de tudo, um grande homem, um cara carismático, de uma empatia incrível e um coração do tamanho do Brasil. Um cara que combina o êxito esportivo com o êxito humano, muito querido, vitorioso e respeitado, por isso que estamos todos aqui hoje, prestigiando ele na sua terra, o que por si só mostra o cara sensacional que ele é", elogiou Lugano, companheiro na conquista do Mundial e que fez questão de estar presente.

A diretoria do Tricolor mandou uma placa em homenagem ao jogador como forma de reconhecimento ao carinho e dedicação pelo clube. 

"Essa terceira estrela que temos no peito é muito em função dele como atleta e como parceiro de grupo, como exemplo de humildade. Ele, tenho certeza, está no coração do torcedor do São Paulo por tudo o que fez. É o jogador que mais vezes sofreu faltas e pênaltis para que eu pudesse fazer gols ", lembrou Rogério Ceni.

E como não poderia deixar de ser, além do clima festivo da partida, Aloísio aproveitou a reunião de amigos para comemorar o fim de semana especial  com muita resenha e “Danone” depois que a bola parou de rolar.



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